Errou? O que é preciso para recomeçar?

Para todo fim, uma nova chance!

É possível fazer “a obra do Senhor” num trabalho secular? De que maneira?

“Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.” Eclesiastes 2:24

É Primavera

“O inverno já acabou e a chuva já passou. As flores estão crescendo e chegou o tempo em que os pássaros estão cantando nas árvores. A Primavera chegou” – Cantares 2.11,12 BV

A esposa surda

Leia e surpreenda-se!

Tome cuidado com suas alianças!

O interesse pelas coisas deste mundo faz com que sejamos iguais a ele. O aprecio pelas coisas do mundo fazem com que nos afastemos de Deus. Não deixe que o “Acabe” deste mundo te convença a se aliar com o pecado. Não se alie com “Acazias” pelo ouro de Ofir. Há muito mais preparado para aqueles que esperam em Deus!

17 de jun de 2017

Estudo sobre Romanos

            EPISTOLA  DE ROMANOS

   Roma : Roma é uma cidade localizada na Península Itálica, às margens do Rio Tibre, sobre sete colinas: Palatino, Aventino, Campidoglio (ou Capitólio), Quirinale, Viminale, Esquilino e Celio.. Segundo a lenda, foi fundada em 753 a.C, por dois irmãos, Rômulo e Remo, que teriam sido criados por uma loba. Ainda segundo a lenda, Rômulo matou Remo e se tornou o primeiro rei de Roma.

   Roma tornou-se uma República em 509 a.C e passou a conquistar diversos territórios em volta do Mar Mediterrâneo. No século I a.C, Roma tornou-se a capital do recém fundado Império Romano, sendo César Augusto, filho de Júlio César, o primeiro imperador. Foi nesse contexto histórico, quando César Augusto era imperador, que Jesus nasceu (Lc 2.1).

   Na época do Novo Testamento, Roma ocupava um lugar central em toda a sociedade ao redor do Mediterrâneo. Havia estradas por todo o Império Romano que ligavam as cidades a Roma, facilitando o comércio e a migração de pessoas. A população da cidade era de cerca de 1.200.000 pessoas, sendo a metade composta por escravos e tendo muitas pessoas livres vivendo de esmolas. Havia muito luxo na cidade, mas também muita devassidão moral e muitos crimes. A educação era reservada para poucos, entre os quais não se encontravam os plebeus.

   A economia de Roma era bastante diversificada, possibilitando o comércio de diversos produtos: jóias, linho, seda, madeira, móveis, especiarias, vinho, farinha, trigo, gado, etc. Escravos também eram comercializados, constituindo-se grande fonte de lucro.

   A religião de Roma consistia em um politeísmo baseado numa mitologia muito semelhante à grega, com vários deuses antropomórficos(O antropomorfismo é uma forma de pensamento que atribui características ou aspectos humanos a animais, deuses, elementos da natureza e constituintes da realidade em geral. Nesse sentido, toda a mitologia grega) , cada um deles exercendo determinada função, e tendo Zeus como o deus supremo. Porém, além desses deuses mitológicos, a religião romana também se misturava com a política, adorando o Imperador e considerando-o deus e senhor. Por isso, quando os cristãos diziam que Jesus é o Senhor e recusavam-se a dizer o mesmo de César, isso era visto com maus olhos pelos romanos e considerado não apenas como declaração de uma crença religiosa, mas principalmente como insubordinação política.

   Deus começou a atuar de forma especial em Roma quando os primeiros judeus começaram a migrar para lá, desde que a Palestina passou a fazer parte do Império Romano, e essa atuação foi ainda maior quando os cristãos judeus chegaram à cidade. Não se sabe ao certo como o Evangelho chegou a Roma, mas é muito provável que, entre os judeus que visitaram Jerusalém no Pentecostes e se converteram com a pregação de Pedro, havia alguns que eram de Roma, tendo levado o Evangelho para a cidade quando retornaram. O que se sabe é que já em 49 d.C. havia cristãos em Roma, pois o historiador Suetônio disse que, nessa data, Cláudio expulsou judeus de Roma por terem criado tumulto “por causa de um tal Cresto” (provável referência a Cristo), entre os quais estavam Áquila e Priscila (At 18.2). Assim, em 56 d.C., Paulo escreveu uma carta à igreja de Roma, que já estava bem estabelecida, antes da atuação de qualquer apóstolo (Rm 1.8-13), e sendo composta por judeus e gentios (Rm 1.16).

   Paulo esteve preso em Roma durante dois anos, cerca de 60-62 d.C., morando em uma casa alugada com um soldado, onde teve a oportunidade de pregar aos judeus (At 28.16-31) e de onde escreveu as chamadas cartas da prisão: Filemon, Colossenses, Efésios e Filipenses. Segundo a tradição, Pedro também esteve em Roma, o que parece ser confirmado por sua menção da Babilônia (provável Roma) em sua Primeira Carta (1Pe 5.13). Assim, apesar de não ter sido fundada por apóstolos, a igreja de Roma pôde contar com o trabalho direto de Pedro e Paulo por alguns anos. Ainda segundo a tradição, Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, sob Nero, cerca de 67 ou 68 d.C.

   Devido à sua grande influência por ser capital do império e devido à atuação direta de Pedro e Paulo, Roma passou a abrigar uma das igrejas mais importantes da cristandade. Os bispos de Roma passaram a ter uma autoridade cada vez maior sobre as igrejas de outras cidades, autoridade que cresceu após a legalização do Cristianismo por Constantino, no século IV. Finalmente, o papado apareceu em sua forma plenamente desenvolvida no século V e VI, quando o Império Romano caiu e o bispo de Roma surgiu como um substituto religioso e político do antigo imperador romano.

   Porém, a mesma Roma que abrigou essa igreja tão importante e influente, também foi uma forte opositora do Cristianismo nos primeiros séculos. Nero perseguiu muitos cristãos, matando-os cruelmente em cruzes e até mesmo utilizando-se deles como tochas humanas. Vários outros imperadores perseguiram os cristãos, lançando-os às feras no Coliseu. Essas cruéis perseguições de Roma obrigaram os cristãos a se refugiar em abrigos subterrâneos, que eram utilizados como locais de culto e cemitérios, e que foram chamados de catacumbas.

   Roma também foi a responsável pela destruição de Jerusalém e do templo em 70 d.C., através do general Tito, que viria a se tornar imperador, cumprindo assim a profecia de Jesus em Lucas 21.

   Finalmente, por conta dos seus terríveis pecados, não só de perseguição contra o povo de Deus, mas também de luxúria, a perspectiva bíblica sobre Roma é bastante negativa. João a apresenta como uma prostituta em Apocalipse 17, chamando-a de “Babilônia, mãe das meretrizes e das abominações da terra”. Ela está assentada sobre a besta com sete cabeças, cujas cabeças são representações dos montes sobre os quais Roma está edificada (Ap 17.9). Assim, o seu destino é a destruição, profetizada em Apocalipse 18, e que de fato ocorreu em 476 d.C.

    BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA

                Roma e as religiões


   A Igreja Católica nasceu no dia de Pentecostes. Nos primeiros séculos foi perseguida, desde os anos 60, pelo Imperador Nero, até 313, quando o Imperador Constantino liberou o culto a Deus. Houve muitos mártires por conta dessa perseguição. Mártir é a pessoa que prefere ser morta a adorar outros deuses, ou a renegar sua própria religião. Em At 7,1-8,3, vemos a morte do mártir Santo Estêvão, além de um resumo da história do povo de Deus, feito pelo próprio Estêvão.

   Com a liberdade concedida por Constantino, a Igreja pôde sair das catacumbas (cemitérios sob a terra, onde os católicos escondiam-se para celebrarem a Santa Missa ou fazerem suas reuniões) e os fiéis começaram a liturgia nas igrejas, publicamente, sendo as primeiras igrejas feitas com o aproveitamento dos palácios doados pelo Imperador Constantino, em Roma. Com a liberdade e os títulos de honra dados pelo imperador aos bispôs, a Igreja se aburguesou bastante e entrou desse modo na Idade Média (período da História que vai desde o ano 476, ano em que caiu o último imperador romano, até o ano 1453, a queda de Constantinopla ou 1492, a descoberta da América).

   Com os feudos da Idade Média (cidades cercadas por muros), apareceram as paróquias. Em 1054 a Igreja do Oriente (Constantinopla) separou-se da do Ocidente (Roma), devido à politicagem dos responsáveis pela Igreja de então.

   Algumas das Igrejas do Oriente retornaram à Igreja de Roma (os Ucranianos, por exemplo, em 1596), mas guardaram os ritos e costumes adquiridos no correr dos séculos de separação (por exemplo, a ordenação de homens casados para padres, costume que permanece até hoje. Somente os bispos precisam ser celibatários). Formam a Igreja Católica de Rito Oriental.

   Nesses séculos, do ano 1000 ao ano 1500, houve um esfriamento na fé dos chefes da Igreja, ou seja, foram esquecendo-se da missão de pregar o Evangelho, foram tornando-se políticos, condes, barões, reis, duques.

   Buscavam muito dinheiro para construir grandes igrejas e palácios, manter seus exércitos e o pessoal de sua corte (bispos, papas, cónegos, abades, padres e religiosos).

   No século XII surgiu um grande movimento de renovação: cristãos simples preocuparam-se em seguir o Evangelho. Muitos abandonaram a riqueza e se dedicaram aos pobres. Ex.: São Francisco de Assis, Santa Clara e São Domingos. Mais tarde: São Bernardo, Santo Tomás, Santa Catarina de Sena, Santo Antonio.

   Em 1517 a Igreja dividiu-se novamente e surgiu a reforma de Lutero, que acabou fundando outra Igreja, a Luterana. Foi seguido por Zwínglio, Calvino, que fundaram as Igrejas evangélicas.

   Essas divisões aconteceram muitas vezes por culpa de homens de ambas as partes, ou seja, tanto da Igreja Católica como das que se separaram.

   Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser tidos como culpados do pecado da separação, e a Igreja Católica os abraça com fraterna reverência e amor. Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são honrados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja Católica como irmãos no Senhor.

   O Espírito de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude de graça e de verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Entretanto, é pecado muito grave o católico mudar de religião.

   A seguir, damos uma lista de religiões e o ano de sua fundação: Igreja Católica Apostólica Romana (Dia de Pentecostes após a Ressurreição de Jesus); Nestorianos e Monofisitas (431 e 451); Orientais ortodoxos (1054); Luterana (1517); Calvinismo (1528/1555); Metodistas (1739); Anglicanismo (1559); Congregacionalistas (1580/92); Batistas (1612); Adventistas (1843); Assembleia de Deus (1900/1914); Congregação Cristã do Brasil (1910); Igreja do Evangelho Quadrangular (ou Cruzada Nacional de Evangelização): sua fundadora morreu em 1944; Igreja Universal do Reino de Deus (1977); Árvore da Vida (1980/90); Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno - 1952); Mormons (1830); Testemunhas de Jeová (1874); Induísmo (2500 antes de Cristo já existia, não se sabe a época precisa da origem); Budismo (400 antes de Cristo nascer); Igreja Messiânica Johrei (1926); Seicho-No-Iê (1930); Perfect Lyberty (1946); Moonismo (Associação para a Unificação do Cristianismo Mundial - AUCM - 1954); Espiritismo (1848); Umbanda (não há data de fundação); Racionalismo Cristão (1910/11); Legião da Boa Vontade (Década de 50); Sociedades Esotéricas (em todos os tempos houve esse tipo de agremiação).

Já nos séc. II e III já se conhecia a famosa gnose ou gnosticismo. As Fraternidades Rosa-Cruz apareceram no séc. XVII. A Maçonaria, no séc. XVIII; Universo em Desencanto (anos 70); Profecias de Trigueirinho (1987); Vale do Amanhecer (1969); Ordem dos 49 ou Ação Mental Interplanetária (1977); Santo Daime (1945); Sociedade Teosófica (1875); Rosa-Cruz (séc. XVII); Nova Era (década de 70); Cientologia (1954).

   Foi por ocasião da revolta de Lutero, motivada pelo clima intenso e pesado resultante, que a Igreja deu uma chacoalhada em tudo, com o Concílio de Trento, de 1545 a 1563, na Itália. Toda a vida da Igreja foi reorganizada, inclusive com as Missões. Apareceram outras congregações religiosas, como os Jesuítas. Os padres passaram a ter uma formação mais séria e severa nos seminários.

   Após a descoberta do Brasil, em 1500, vieram para cá os Jesuítas. Em 1618 os primeiros índios receberam a primeira comunhão.

   A Igreja não sofreu muitas mudanças por todos esses séculos. Somente nesse século XX, de 1962 a 1965, com o famoso Concílio Vaticano II, é que houve outra grande mudança na Igreja: a Missa, que era celebrada somente em Latim, passou a ser celebrada na língua própria de cada país; o padre, que ficava de costas para o povo, passou a ficar de frente. A Bíblia passou a ser mais estudada, com traduções mais fiéis aos originais, possibilitando maior acesso aos leigos. Até então, a única versão conhecida era a Vulgata, de São Jerônimo, do séc. IV.

   A liturgia renovou-se completamente, com novas orações eucarísticas e a possibilidade de serem usados outros instrumentos, além do órgão e do harmônio.

   Em 1968 houve um encontro muito importante em Medellín, na Colômbia, onde a Igreja chegou mais perto dos pobres e dos marginalizados. Houve outro encontro desse tipo em 1979, em Puebla, no México.

   Nos anos 70 apareceu a Renovação Carismática Católica (RCC), que está mudando a feição da Igreja, de um jeitão muito sério para uma forma mais alegre nas celebrações.

   Os movimentos também estão aí a pleno vapor: Legião de Maria, Emaús, Cursilho, Vicentinos, ECC, Focolares, Irmandades antigas que reapareceram, como a Irmandade de São Benedito e o Apostolado da Oração etc.

Roma nos tempos de Paulo:                       um breve panorama histórico
   Acredita-se que a carta aos romanos foi escrita por volta de 58 A.D. (Ryrie, 1994). Esta importante epístola, portanto, encontra seus primeiros destinatários vivendo durante o reinado de Nero, imperador entre 54 e 68 A.D. (Encyclopaedia Britannica, 2014). Embora a reconstrução de um passado tão distante não seja tarefa simples, e isenta de possíveis interpretações incorretas, interessa-nos explorar sucintamente alguns elementos que provavelmente constituíram o contexto social, político, econômico, religioso e moral da capital do império romano neste peíodo histórico. Trata-se de uma viagem muito importante porque, afinal de contas, a igreja que nasce em Roma adquire influência significativa, que peregrina pelos séculos e chega até os dias de hoje.
   Segundo o historiador americano James S. Jeffers (1991), a Roma do primeiro século certamente impressionava seus visitantes. Era a capital do mundo daqueles tempos. Suntuosos edifícios públicos com pórticos de mármore, belíssimas mansões particulares, teatros, banhos públicos e um comércio intenso de mercadorias vindas de todas as partes, movimentado freneticamente por uma população de mais de um milhão de habitantes1 que anunciavam uma riqueza acumulada até então impensada. Todavia, mesmo que o conjunto de prédios públicos e mansões particulares representassem mais da metade da área construída, a maioria da população era composta por escravos e estrangeiros livres, ambos com baixo status social, tornando a cidade um marco não apenas de opulência, mas de desigualdade social. Grande parte da população vivia em pequenas casas de um ou dois cômodos ou apartamentos conjugados com lojas comerciais, comumente escuros e empoeirados, frios no inverno, muito quentes no verão. Sem água corrente, diferentemente das instalações mais ricas, grande parte dos moradores caminhavam por ruas movimentadas, bem estreitas e cobertas de grafiti2, em busca de água nas fontes públicas. Uma família romana típica de não escravos, levantava-se logo pela manhã e se dirige às lojas onde trabalham, levando suas crianças consigo, retornam apenas no final do dia - tomando o devido cuidado para não voltarem muito tarde na tentativa de minimizar riscos de assaltos, muito comuns naquele tempo e em uma cidade que não dispunha de iluminação noturna - explica Jeffers. Embora o Latim fosse a língua oficial do império, o grego era utilizado em transações comerciais e comumente falado por todos. Esta era a língua dos primeiros cristãos que ali viviam.
   Os cidadãos romanos gozavam de status social mais privilegiado que o dos estrangeiros, permitindo-lhes acesso a um tratamento especial por parte do Estado. Se fossem vítimas de algum crime, por exemplo, a situação poderia ser oficialmente investigada, ao contrário dos estrangeiros, responsáveis por sua própria segurança. Além disso, os cidadãos não podiam ser condenados sem julgamento oficial, nem estavam sujeitos a execuções sumárias, como a crucificação. Este era o caso de Paulo, que possuia cidadania romana desde seu nascimento (cf. Atos 22:27-29).
   No que tangge os padrões morais, casos de promiscuidade e perversão sexual eram comuns. Costumes praticados por Nero, por exemplo, foram registrados pelo historiador romano Suetônio e nos ajudam a compreender melhor algumas exortações registradas na carta de Paulo:
"Sem falar do commercio infame com os homens livres e seus amores adúlteros, violou uma vestal3chamada Rubria. Esteve quasi arriscado a casar com a sua liberta Actéa, e alliciou homens consulares para affirmarem que ella era de nascimento real.            Tornou eunuco um rapaz, do nome de Sporo, pretendeu transformal-o em mulher, e esposou-o com o apparato mais solemne. [...] Mandou vestir este Sporo como uma imperatriz e acompanhou-o em liteira nas assembleias, nos mercados da Grécia e nos bairros de Roma, dando-lhe beijos de quando em quando. Está demonstrado que elle quiz gozar de sua mãe […] assegura-se mesmo que todas as vezes que andou em liteira com a mãe, se percebeu sobre as vestes vestígios de profanação. Prostituia-se de forma, que não havia um só dos seus membros que não estivesse maculado. Imaginou, como uma nova espécie de jogo, cobrir-se com uma pelle de animal, e lançarse d'uma galeria sobre homens e mulheres ligados a postes e entregues em presa aos seu desejos, e quando os tinha satisfeitos, elle próprio servia de presa ao seu liberto Doriphoro, que esposou, assim como Sporo; fingiu mesmo com elle os gritos que a dôr arranca á virgindade arrebatada. Sei por varias pessoas que Nero estava persuadido que homem algum era casto em nenhuma parte do corpo, mas que na maior parte sabiam dissimular os seus vicios; assim, perdoava a todos que confessassem a sua impureza" (Suetônio, 1923, pp. p.171–2).
   Os primeiros membros da igreja de Roma pertenciam provavelmente à classe de estrangeiros livres, escravos e cidadãos de origem escrava, explica Jeffers. Embora toda população, em geral, compartilhasse da cultura helênica, os primeiros cristãos romanos de origem estrangeira não encontravam honra ou identidade social naquele contexto, assim, "como outros não-romanos, eles eram constantemente confrontados com as diferenças entre eles e a elite romana em termos de linguagem, educação, riqueza, poder e honra" (Jeffers, 1991, pp. p.139–143,tradução nossa). Neste sentido, eram percebidos com descredibilidade pela elite imperial. De acordo com Suetônio, por exemplo, Nero "Maltratou os christãos, espécie de homens entregues ás superstições e aos sortilégios." (Suetônio, 1923, p. p.165,tradução nossa).
   Já os judeus romanos, gozavam privilégios especiais, provavelmente porque apoiaram a acensão de Júlio César ao poder. Eram dispensados do serviço militar e livres para reunirem-se em seu templo, cobrarem taxas e não eram obrigados a adorar o imperador, as sinagogas eram consideradas associações religiosas reconhecidas oficialmente. Segundo Jeffers, acredita-se que no primeiro século cerca de 40 a 50 mil judeus viviam em Roma, viviam com poucos recursos e, como os demais estrangeiros, não eram vistos com bons olhos pela elite (Jeffers, 1991, pp. p.348–350).
   Quanto aos cristãos, mesmo aqueles oriundos do judaísmo, não gozavam dos mesmos privilégios. Enquanto Judeus se reuniam nas sinagogas, eles se encontravam clandestinamente em igrejas nas casas. Por este motivo, eles provavelmente se reuniram por meio de associações voluntárias, muito comuns em Roma, explica Jeffers. Certamente, possuíam pouca ou nenhuma liderança centralizada ou representação hierárquica oficial, mas tais associações forneciam-lhes senso de identidade e pertencimento, além de proporcionar apoio mútuo.
   Acredita-se que Paulo tenha chegado em Roma por volta de 60 A.D. e, a julgar pelo rico conteúdo sistemático da carta escrita para os romanos, tinha por objetivo auxiliar o processo de organização da igreja que se reunia ali. Foi recebido pelos cristãos romanos, mas chegou na condição de prisioneiro do império, embora tenha recebido liberdade para ensinar e receber visitas (Atos 28:30-31). Quatro anos depois os cristãos foram culpados por Nero de terem criminosamente incendiado Roma, inicia-se uma dura perseguição. De acordo com Suetônio, Nero "Maltratou os christãos, espécie de homens entregues ás superstições e aos sortilégios." (Suetônio, 1923, p. p.165). Tacitus, importante historiador romano, registrou o contexto:
"Mas todos os esforços humanos, todos os caros presentes do imperador e as propiciações aos deuses, não baniram a crença sinistra de que o incêndio foi resultado de uma ordem. Consequentemente, para se livrar das consequências Nero suprimiu a culpa e infligiu as mais terríveis torturas contra uma classe odiada por suas abominações, chamada pelo povo de cristãos. Christus, de quem origina-se o nome, sofreu a penalidade extrema durante o reinado de Tibério, nas mãos de um de nossos procuradores, Pontius Pilatus. Assim, preparada para o momento, uma superstição perniciosa mais uma vez quebrou-se não apenas na Judéia , a primeira fonte do mal, mas também em Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram seu centro e tornam-se populares. Primeiramente, foram presos todos os declarados culpados; em seguida, com base na informação obtida com estes, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, mas pelo ódio contra a humanidade. Zombarias de todo tipo foram adicionada às suas mortes. Coberto com peles de animais, eles foram rasgados por cães e pereceram ou foram pregados a cruzes, ou foram condenados às chamas, queimados para servir como uma iluminação noturna após a luz do dia ter expirado" (Tacitus, 2000).
   Com o passar dos anos a igreja romana foi tomando forma. Há dois documentos importantes que nos ajudam a compreender melhor as transformações que ocorreram e o modo como o ensino dos apóstolos foi assimilado. O primeiro documento, é uma carta escrita por um cristão chamado Clemente por volta do ano 90 A.D. A igreja que reunia-se na casa de Clemente gozava de situação social e econômica privilegiada, acredita-se que sua congregação era formada por cidadãos romanos ex-escravos. Clemente era um homem bem educado, Os escravos que serviam à burocracia imperial eram treinados por meio de um cursus honorum, no qual aprendiam latim, grego e matemática. Ele chegou a escrever uma carta aos cristãos da igreja de Corinto, documento que ficou conhecido como 1 Clemente. Ele é considerado, atualmente, pela igreja católica romana como o terceiro papa a partir de Pedro, o apóstolo. Os cristãos que pertenciam ao grupo de Clemente consideravam-se "bons cidadãos de um Estado que havia trazido concórdia ao mundo mediterrâneo e provido um modelo para a igreja. O exército romano, por exemplo, apresentava um modelo de disciplina, ordem e uma inquestionável obediência que resultou no estabelecimento e manutenção da Pax Romana" (Jeffers, 1991, pp. p.1593–5, tradução nossa).
   O outro documento da época é chamado de O Pastor de Hermas, escrito entre 88 e 97 A.D. Ele apresenta características que provavelmente representam a visão de mundo da maioria dos cristãos romanos de origem social menos privilegiada. Por serem mais pobres e, por isso, mais afastados da ideologia da elite romana, apara eles a visão exposta em 1 Clemente constituía um comprometimento da verdadeira piedade cristã com elementos da sociedade imperial romana. Segundo o autor de Hermas, explica Jeffers, ele reconhece o sistema de patronagem romano, mas defende que os pobres devem mostrar gratidão a Deus, não aos seus patrões. Segundo Jeffers, Hermas via o Estado romano como algo completamente diferente da prática cristã, por isso "virou a relação patrão-cliente de ponta a cabeça ao fazer dos pobres piedosos os verdadeiros guerreiros do cristianismo" (Jeffers, 1991, pp. p.1599–1603, tradução nossa).
   Nest sentido, Jeffers argumenta que quanto mais alto o status social dos cristãos romanos, mais estavam propensos a adotar os valores da sociedade romana, na qual estavam inseridos. Observa-se, portanto, uma inclinação da igreja romana, principalmente aquela composta por membros mais elitizados, de transformar o modelo de koinonia proposto por Paulo - fundamentado em relações comunitáias baseadas no amor e no serviço a Deus e ao próximo - em um sistema social hierárquico semelhante ao da elite social romana. Nas palavras de Jefers, "a congregação de Clemente havia deixado de se assemelhar a uma seita na medida em que introduziu uma divisão entre leigos e clérigos, enfatizando deveres oficiais ao invés de espontaneidade, estava inclinada a se identificar com a sociedade maior e recusou a definir-se como um grupo em protesto" (Jeffers, 1991, pp. p.2243–2244, tradução nossa). Com o passar do tempo, a perspectiva do grupo de Clemente prevaleceu, talvez porque sua educação privilegiada, com relação à maioria dos demais cristãos, transformou-os em uma espécie de elite intelectual cristã. No final das contas, esse foi o modelo que mais influenciou a igreja romana e, por extensão, toda a cristandade até os dias atuais.



              Ficha técnica
Autor: embora exista alguma discussão em relação à autoria dessa epístola, é amplamente aceito que foi o Apóstolo Paulo o autor da Carta aos Romanos.

Local: praticamente não há dúvida quanto à origem geográfica dessa epístola. A melhor interpretação sobre esse ponto defende que Paulo escreveu essa carta durante o tempo em que ficou temporariamente na cidade de Corinto, enquanto estava arrecadando junto às igrejas gentílicas as ofertas que seriam levadas para os judeus cristãos pobres de Jerusalém.

Data: a data mais provável fica em torno de 57 e 59 d.C., já que esse período corresponde à data aproximada da visita do Apóstolo a Jerusalém. Alguns sugerem uma data mais recuada, 55 d.C., mas essa possibilidade é menos provável.

Destinatários: o versículo 7 do capítulo 1 deixa claro que a epístola foi escrita aos cristãos em Roma. A discussão fica por conta da tentativa em se determinar quem seriam esses cristãos. É certo de que a igreja em Roma era formada por judeus e gentios, porém alguns estudiosos defendem que a maioria era formada por judeus, enquanto outros defendem que a maioria era formada por gentios. Sobre isso, o mais importante é que a epístola foi escrita, tanto para os judeus e gentios da época, quanto para todos os cristãos de todas as épocas.

Formato : 16 capítulos , 433 versículos

Proposito implícito : Oferecer um resumo completo das grandes doutrinas da salvação com suas implicações prática para a igreja ; preparar o caminho para uma visita pessoal a Roma ; a estabelecer as bases para uma junta missionária para a Espanha .

Perspectiva do autor : Há muito tempo incapaz de fazer uma visita missionária , Paulo se apresenta aos romanos escrevendo-lhes um relato completo de suas teologia madura , Ele escreve com uma profunda aflição espiritual pelo judeus que ainda não vieram a Cristo , e também pelos gentios , que buscam um entendimento mais profundo do evangelho .

Público-Alvo implícito : O resplendor de seu fundamentado argumento teológico ; o tema da justificação , a qual Deus requer para a salvação e oferece como um dom por meio da fé em seu filho ; uma dupla preocupação dos judeus e dos gentios para lidar com as tradições religiosas e espirituais , tendo em vista a unidade na igreja .

Características especiais : A perspectiva bíblica em clássica duvidas teológicas , como : E aqueles que nunca ouviram ? ( Eles estão sob  a ira de Deus .) Como pode pecados culpados serem justos diante de um Deus santo ? ( Cristo lhes deu o presente da justificação .) Por que os cristões ainda pecam ? ( A natureza pecaminosa ainda esta lutando contra o Espirito Santo .) Por que alguns pessoas são salvas e outras não ? ( A soberania de Deus e a graça fazem isso. ) Há também a técnica  retórica conhecida como critica pungente , em que o autor levanta objeções e depois as responde para seus próprios argumentos .

Palavras e frases centrais

   Como um trabalho de teologia sistemática , Romanos usa umas boa quantidade de vocabulário técnico . Aqui estão alguns dos termos mais importantes para saber :

*A justiça que Deus requer suas leis e dá pela sua graça .
* Declarar ( ou contar , calcular , imputar ) , que é um termo financeiro utilizado para descrever a justificação que é creditado ao cristão pela fé .
* A propiciação um importante termo teológico usado em algumas traduções de romanos 3.25 para descrever Deus se desviando da própria ira por meio do sacrifício de seu filho.
* A lei , que é usado em mais de um sentido : ás vezes , refere-se aos justos padrões de Deus ( principalmente revelado no antigo testamento) e ,as vezes as principio do bem ou do mal que rege a vida do ser humano ( também traduzido por poder )
*A fé , que nos une a Cristo e capacita-nos a receber sua justiça .
*A natureza pecaminosa , ou carne , que refere á natureza humana decaída em sua frequência e depravação .

   I. Todos pecaram 1.18-3.20
II. Justificação apenas pela fé 3.21-5.21
III. Praticando Justiça na vida Cristã 6.1-8.39
IV. Deus e Israel 9.1-11.36
V. Aplicações práticas 12.1-15.13
VI. A própria situação de Paulo 15.14-33
VII. Recomendações pessoais 16.1-24
VIII. Bênção 16.25-27

Prof. Guilherme Lopes

6 de jun de 2017

estudo sobre Caim e Abel .

   Diante desse estudo abordado ética , tipologia e a historia desses dois irmãos .





                             CARÁTER DE CAIM E ABEL

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 
Gênesis 4:8-16 

          O que é caráter ?
   Caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes.
   O conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar a sua conduta e a sua moralidade, o seu caráter. Os seus valores e firmeza moral definem a coerência das suas ações, do seu procedimento e comportamento.
                         MORAL

   Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.
   Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.
   As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.
                               Ética
Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero?; (2) devo?; (3) posso?
 
A variáveis definições para ética , ela pode ser comparada com a melancia em alguns  estados da vida , assim como a ética tem suas variações de significados para todos os conceitos da vida .
Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.
Mário Sérgio Cortella                                                                                                                                                                                                           


Quem foi Abel ?
Abel segundo filho de Adão e Eva, morto por seu irmão Caim. O significado de seu nome é, provavelmente, algo como "fôlego", "vapor", "exalação" ou simplesmente "nada". 

Quem foi Caim ?
Caim sendo o filho primogênito de Adão e Eva. Era um lavrador., Caim significa "lança", sendo que a sua transliteração seria "Qayin".

I. A OFERTA DE ABEL
 Deus não atenta para o valor da oferta, mas para o coração do ofertante, sua real intenção. A oferta de Abel foi aceita pelo Senhor porque seu coração era sincero e cheio de amor. Suas obras eram justas (Hb 11.4). Ele era um homem íntegro e fiel. Deus dá muito valor à integridade do coração, por isso, Ele elogiou Jó perante Satanás, dizendo: “[...] Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8). A oferta só tem valor quando expressa o que está no íntimo de quem a oferece. A oferta de Abel foi agradável porque ele adorava a Deus “em espírito e em verdade” (Jo 4.24).
# Gn 4 3.4 = 4 26
Sal. 79: 6
Sofonias. 3: 9

Uma oferta valiosa
   Abel adorou a Deus oferecendo o melhor de seu rebanho. Ele não ofereceu um sacrifício qualquer, mas dentre os primogênitos do seu rebanho: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta” (Gn 4.4). Notemos que Deus atentou primeiro “para Abel” e, depois, “para a sua oferta”. “Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala” (Hb 11.4). Foi tão grande o valor da oferta de Abel que “por ela, depois de morto, ainda fala”! Jesus deu testemunho de Abel, considerando-o “o justo” (Mt 23.35). Tal declaração, feita por Jesus, demonstra quão elevado era o caráter santo de Abel. Somente o sangue de Cristo foi considerado o que “fala melhor que o de Abel”
# Rm 5.18 A justificação de Deus é de vida, pois Ele cria o justo, e o declara justo
# O  sangue de Abel clama por vingança mas o de jesus usado na mesma figura clama por coisas maiores que é o perdão e a misericórdia para seu povo
(Hb 9.12-15;10.19-22)= Hb 12.24
# O problema não era a oferta de Caim mas sim Caim , Deus primeiro olha para Caim e depois a sua oferta , tipifica isso na vida espiritual quanto também nos dízimos .
                    
                           II. A INJUSTIÇA CONTRA ABEL
  Abel, o primeiro mártir= Abel foi o primeiro pastor de ovelhas; o primeiro a oferecer sacrifício de animais no culto a Deus; foi o primeiro homem justo e também o primeiro mártir. Sua morte foi a primeira em consequência do pecado dos seus pais. O primeiro homem a ser morto por seu próprio irmão. Ele foi o primeiro a entrar para a galeria dos mártires por causa de sua fé e também o primeiro a ter seu nome registrado na galeria dos heróis da fé (Hb 11.4). Jesus foi morto por inveja: “Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado” (Mc 15.10). Da mesma forma que Jesus, Abel foi morto por inveja. Seu irmão ficou irado pelo fato de Deus ter aceitado a oferta de Abel. Tomado de ódio, assassinou friamente o seu irmão, sem lhe dar chance de defesa. Hoje, seu crime seria considerado homicídio qualificado, com dolo, por motivo torpe.

# (Rm. 14:8)
#Abel era uma tipologia de Cristo
                                       O sangue de Abel
. Quando Caim matou Abel, o enterrou para não ter seu crime descoberto. Mas, para Deus que tudo vê (Gn 16.13), nada pode ficar em oculto. Jesus disse: “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” (Mc 4.22). Ao longo da história crimes foram cometidos em oculto. Mas, no Juízo Final, os “Cains” de todos os tempos serão confrontados pelo Supremo Juiz do Universo. “E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9). Caim teve a audácia de mentir diante de Deus e ainda de o afrontar sobre a guarda do irmão. Mas o Criador o inquiriu gravemente e declarou a sentença de juízo e maldição contra o criminoso: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gn 4.10). Onde houve um crime de morte, um assassinato, o sangue clama. Clama por justiça. O sangue de Abel clamava por justiça e por vingança, diferente do sangue de Cristo, que clamava por perdão. 
#  O termo usado para guardador (Hb shamar) significa “guardar, proteger, prestar atenção, ou considerar.” Somos nós responsáveis pelos outros?
#
 Em virtude do pecado de Caim contra o seu irmão, Deus o amaldiçoa em toda a terra, retira a sua habilidade para o cultivo da terra e o sentencia a uma vida como fugitivo e errante. Isto indica claramente que a falta de amor fraterno destina a pessoa à esterilidade e ausência de propósito na vida. Extraído de DINÂMICA DO REINO-Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, pág 1
#
É através de suas ações que o cristão evidencia o caráter de Cristo em sua vida.

          Caim agradou ao Diabo
   Seu caráter foi deformado porque ele deu lugar ao Diabo. Encheu-se de inveja, quando percebeu que Deus aceitara o sacrifício do irmão e não o seu. A inveja é tão prejudicial que provoca “podridão dos ossos” (Pv 14.30). A ira, por sua vez, é um sentimento carnal que se transforma em ódio, agressão e crime. É um sentimento perigoso e destrutivo: “Porque a ira destrói o louco; e o zelo mata o tolo” (Jó 5.2). Ao invés de buscar a Deus, Caim deu lugar ao maligno. “Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo 3.12)

#A grande resposta de Deus não ter aceito o sacrifício de Caim esta no versículo 7 e há 3 pontos referentes a ele .
a. A primeira sugestão é que Abel ofereceu o melhor que possuía, ao contrário de Caim. Curiosamente essa é a sugestão mais conhecida, porém não existem indicações bíblicas que defendam essa hipótese no texto.
b. A segunda é que Caim trouxe uma oferta onde não houve um “derramamento de sangue”, e, desta forma, se passou por um homem justo e sem necessidade de qualquer sacrifício pelos pecados. Essa hipótese assume que Deus previamente havia instruído sobre o tipo de oferta que deveria ser apresentada para fazer a expiação pelos pecados, logo, Caim desobedeceu a essa instrução. O versículo 3 do mesmo capítulo é utilizado para defender essa interpretação, afirmando que o sacrifício já era habitual para eles.
c. A terceira possibilidade defende que a atitude de Caim estava errada, em seu interior em relação a sua comunhão com Deus. Em Hebreus 11.4 é relatado que “foi pela fé” que Abel ofereceu um sacrifício maior que o de Caim, e, por sua ira invejosa, Deus censurou Caim.

# A ira é uma emoção destruidora. Nunca poderemos nos desculpar por ter ofendido . Lawrence Richards
 #  O fato de tê-lo levado, indica que o crime fora premeditado, para escapar dos olhos de seus país e, deste modo, evitar testemunhas contra o seu pecado. Caim procurou fugir da responsabilidade de seu crime, como muita gente faz boje, por não querer as­sumir seus próprios pecados. No texto de Genesis 4. 11 e 12 Deus expressa a sua rejeição e a inevitável maldição
#Não tinha coragem nem sentia ânimo para clamar por perdão, mas num espírito pessimista e com os olhos fechados para a misericórdia de Deus só exclamou: "Maior é a minha pena do que eu possa suportar." (v. 13)

Os ataques da inveja são os únicos em que o agressor, se pudesse, preferia fazer o papel da vítima.

A justiça não é da ética, nem da moral, mas é do capital.


Professor Guilherme Lopes . 

2 de jun de 2017

estudo sobre sacrifício de Abraão

   Como nem todos sabem eu sou professor de teologia e aplico estudos , e achei legal passar esse estudo para vocês para o aprendizado e terá um acrescendo na vida espiritual de vocês quanto no conhecimento .

       Abraão e seu sacrifício

Leitura em classe GN 22 1.19

Antes de estudamos o sacrifício e seu significado olharemos quem foi Abraão .

Quem foi Abraão ?
Identidade de Abraão
Nome:
Abraão
Significado:
Pai ou Líder de Muitos[5]
Do Hebraico:
אברהם Avraham ou ’Abhrāhām
Raiz familiar:
Raiz de Noé linhagem de Sem
Avô:
Pai:
Mãe:
Edna
Irmãos:
Naor / Harã / Sara (por parte de pai)
Esposa:
Sara / Quetura / (Agar)
Filhos:
Ismael / Isaque / Zinrã / Jocsã / Medã / Midiã / Jisbaque / Sua
Netos:
Esaú / Jacó / Seba / Dedã / Efá / Efer / Enoque / Abida / Elda
Sobrinhos:
 / Uz / Buz / Quemuel / Quésede / Hazo / Pildas / Jidlafe / Betuel / Tebá / Gaã / Taás / Maaca.
Local de Nascimento:
provavelmente Ur
Tempo de Vida:
300 anos lunares, 175 anos (normais)
Motivo de Morte:
Não diagnosticado
Local de Morte:
Quiriate-Arba, Cova de Macpela, no campo de Efrom (Ver Gênesis 23 e Gênesis 25. 8-11)
Localização Temporal:
Foi encontrado um contrato Babilónico em nome de Abraão. Este foi datado de 1800 - 2000AC. Discute-se a relação com o patriarca.
Status social:
Rico (Gênesis 13:2)[6]

#Descendente de Sem (Sem foi um dos filhos de Noé, irmão de Cam e de Jafé. )
#Se tornou ancestral da nação hebraica e de outras como judaísmo , cristianismo e islamismo GN 17.5
#Viveu uma vida de notável fé e conhecido como ¨amigo de Deus ¨ ( 2 Cr 20.7)
#Há historia registrada da sua vida esta em Gn 11 .26-25.10 e sumarizada em At 7.2-8
#Uma lista de descendentes imediatos , por meio de seus filhos Isaque e Ismael é dada em Gn 25 11-19 
#Deus chamou abraão com 75 anos para seu chamado
#O 
Livro dos Jubileus, considerado como uma obra apócrifa entre os judeus e cristãos, diz que Abraão, já aos catorze anos de idade, quando ainda residia em Ur dos caldeus com sua família, teria começado a compreender que os homens da terra haviam se corrompido com a idolatria adorando as imagens de escultura. Então Abraão não aceitou mais adorar ídolos com o seu pai Tera e começou a orar a Deus, pedindo-lhe que conservasse a sua alma pura do erro dos filhos dos homens e também a de seus descendentes.

                   Abraão no islamismo 

   O islamismo foi fundado por Maomé no deserto depois de ter recebido revelações do anjo Gabriel e em seguida ele monta o alcorão que é a base do islã com seus decretos e leis que são seguidas até hoje . Eles tem por base Ala como seu maior profeta e em seguida temos Jesus e Moisés , e Abraão entra no alcorão como patriarca do islã pelo simples fato de ter gerado Ismael que foi fundador de seu povo (islã) que hoje é encontrado no Iraque antiga Babilónia .

        Abraão no judaísmo

   Abraão também é reverenciado pelo judaísmo por ser o que gerou toda a nação de Israel atrás da aliança que Deus faz com ele . Por ser o primeiro judeu ele também ajudou o povo entrar na terra prometida que hoje é localizada no Iraque .



Israel, Palestina, Líbano, região costeira da Síria e Jordânia
várias



       Abraão e o sacrifício

   As resposta nem sempre estão correspondida  com o nosso ato de entendimento , é a mesma coisa de perguntamos porque Deus criou um anjo e deixou seu livre arbítrio para ele se rebelar contra seu próprio criador , ou perguntar  porque da fruta deixada para Eva comer sabendo já da sua fraqueza em pecar e a mesma coisa o ato de mandar Abraão matar seu filho sabendo que iria prover o cordeiro .  Os planos de Deus é perfeito em todos os sentidos , mas as suas o sabendo que ele proveria um animal no lugar dele , as respostas estão todas atribuídas as questões sobre antropologia e seus dogmas .

   Abraão tinha obedecido a Deus muitas vezes em sua caminhada com Ele, mas nenhum teste poderia ter sido mais severo do que o de Gênesis 22. Deus comandou: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gênesis 22:2)

#Com obediência imediata; na manhã seguinte, Abraão começou a sua jornada com dois servos, um jumento, seu amado filho Isaque e com a lenha para o holocausto. Sua obediência inquestionável ao comando aparentemente confuso de Deus deu a Deus a glória que Ele merece e nos deixou um exemplo de como devemos glorificá-lo

   Deus aparece a Abraão para a finalidade de testar ele. O Senhor Deus pediu a Abraão para sacrificar seu filho Isaque em uma montanha que Deus viria a mostrar-lhe.
Isto tinha de ter causado muita confusão na mente de Abraão. Isaque era o filho por meio de quem Deus disse: muitos descendentes viriam. Esses descendentes formariam uma grande nação e herdaria a terra de Canaã. Como poderiam ser cumpridas essas promessas se Isaque morreu? Além disso, sabemos que Deus abomina sacrifícios humanos (Lv 18:21; 20:1-5).

  Uma vez que Deus não muda, podemos supor que Abraão estava ciente dos sentimentos de Deus sobre esta matéria. Cada pensamento razoável levaria Abraão a questionar a ordem de Deus.

O que Abraão não podia saber é que o mandamento de Deus seria paralelo um evento maior no futuro, quando Deus deu Seu próprio Filho para ser o sacrifício em nome do mundo. Observe como Deus descreveu o amor de Abraão para Isaque e perceba como seu paralelo com o amor de Deus por Seu Filho (Jo 17.24).

Em vez de questionar a sanidade de Deus, Abraão vai imediatamente para cumprir o mandamento. Olhando em Hebreus 11:17-19, aprendemos como Abraão teve a coragem de fazer o que Deus tinha pedido a ele.

Uma vez que Deus disse anteriormente que era especificamente através de Isaque que Suas promessas seriam cumpridas, Abraão fundamentado que o Deus todo-poderoso ainda poderia cumprir Suas promessas, elevando Isaque dentre os mortos. 

#Agora conclusão de Abraão estava errado quanto à intenção de Deus, mas vemos a força da fé de Abraão. Abraão não tinha dúvidas de que Deus iria cumprir suas promessas que Ele havia feito a Abraão.

#O local escolhido para o sacrifício era cerca de 50 quilômetros de casa de Abraão. Tomou Abraão três dias para chegar ao local. A viagem deu a Abraão três dias para mudar sua mente, mas ele não cedeu.

#O local escolhido não foi arbitrário. Era uma montanha chamada Moriá. Moriá só é mencionado em outro lugar em nossas Bíblias ( 2 Cr 3:1). 

Este é o lugar onde Deus apareceu a Davi na eira. Mais tarde, este foi o mesmo lugar onde Salomão construiu o templo.

E muito tempo depois, foi nesta mesma montanha que o Filho único de Deus foi sacrificado fora dos portões da cidade de Jerusalém.

#Na preparação para a viagem, Abraão traz tudo o que precisa para o sacrifício.Ele não se dar qualquer desculpa para atrasar o cumprimento de ordem de Deus.

Dois servos Abraão acompanhado à montanha, mas eles foram orientados a permanecer na base da montanha.

Talvez, Abraão foi certificar-se que não seriam prejudicadas em fazer o sacrifício. 

No entanto, observe que Abraão disse aos servos que ele e Isaque voltariam para eles.

Abraão não acreditar Isaque ficaria morto na montanha.

#Isaque carregou a lenha para o fogo sacrificial até a montanha. Isso mostra que Isaque não é mais uma criança pequena. 

Ele era velho o suficiente para escalar uma montanha com uma grande carga de madeira nas costas. 

A maioria das pessoas estimam que Isaque foi, provavelmente, no final da adolescência ou vinte anos neste momento.

#Observe o paralelo com o sacrifício de Cristo. Isaque carregou a lenha para seu próprio sacrifício, assim como Jesus carregou a cruz para feixe de seu próprio sacrifício.

Abraão leva o fogo e o cutelo para o sacrifício, mas Isaac pergunta onde o sacrifício real estava. 

Abraham afirma profeticamente que Deus iria prover um sacrifício. Abraão evita dizer Isaac sobre o mandamento de Deus, talvez para manter Isaque de correr. 

No entanto, uma vez que o altar foi construído e a madeira é colocada para fora, se liga Abraão Isaac e coloca-o no altar. 

Mesmo que Isaque era forte o suficiente para transportar a madeira até a montanha, e, embora ele certamente fosse forte o suficiente para resistir a um homem bem mais de 100 anos, não há nenhuma menção de qualquer resistência por parte de Isaque. 

Da mesma forma, Jesus poderia ter chamado dez mil anjos para entregar, mas ele foi silenciosamente para seu próprio sacrifício.

#Antes que Abraão dá o golpe final com a faca, Deus pára o sacrifício. Ele esperou até que Abraham totalmente comprometeu-se a provar que Abraão plena intenção de obedecer a Deus. Deus elogia dedicação de Abraão, que é espelho própria devoção de Deus (Jo 3:16, I Jo 4:9-11). 

#Devoção de Abraão foi a Deus que o amava. Devoção de Deus foi para o povo que Ele criou as pessoas que o rejeitaram. Durante esses eventos, vemos a força da fé de Abraão nas coisas que ele fez 

Deus provê um carneiro para o sacrifício, como Abraão havia previsto. Por isso, Abraão o nome à região "Deus proverá". 

#Eventualmente, Deus proveu o verdadeiro cordeiro para o sacrifício supremo em nome do mundo.

#Após este grande sacrifício da parte de Abraão, Deus dá a Abraão a maior promessa de que Ele pode dar. Deus faz um juramento feito por ele mesmo, uma vez que não há nada maior (Hb 6:13-18). 

Através do sacrifício de Jesus, aprendemos com as ações de Deus a grandeza de Seu amor por nós (Mt 10:37). 

#A promessa feita a Abraão menciona a bênção das nações através de sua semente e não sementes. 

#Paulo menciona isso para provar que Deus estava se referindo a Cristo e não a nação de Israel (Gl 3:16).


1Seu único filho. "Apenas" é o adjetivo yāhīd hebraico, significa "somente, unigênito." Neste contexto yāhīd refere-se a uma única criança [3] Apesar de Isaac é o segundo filho de Abraão, ele enviou para longe Ismael, seu primogênito. Tanto quanto ele e Deus estão em causa, Isaac é o único.

2. Isaac quem você ama. "Amor" é aheb o verbo hebraico ". Esta palavra geral para "amor" ou "como" é usada em muitos contextos. Aqui ele descreve o amor entre os seres humanos, como o amor de pai para filho.


 Sacrifícios motivados por amor jamais exigem compensação.